Zaha Hadid

A vida e os projetos

Zaha Hadid nasceu em Bagdá em 1950, onde cursou matemática na Universidade de Beirute; dando inicio em seus estudos na Associação Arquitetônica de Londres onde se graduou em 1977, tornando-se membro do Office for Metropolitan Arquitecture, o que a levou de volta à Associação Arquitetônica (AA), onde veio a lecionar ao lado de seu antigo professor Rem Koolhaas e Elia Zenghelis. Abrindo seu escritório em 1979 o Zaha Hadid Architects.

Por vários anos, Zaha não conseguiu viabilizar seus projetos ousados; ao que tudo indicava, o público ainda não estava preparado para seu estilo arquitetônico ousado e inovador.

(Imagem extraída de (www.zaha-hadid.com).

Nessa mesmo linha, Zaha se consagrou como professora convidada nas escolas de arquitetura da Universidade de Harvard e de Columbia, lecionando também na Universidade de Chicago; ocupando no ano de 1994, a cadeira Kenzo Tange na Graduate School of Design da Universidade de Harvard.

No ano de 1983 seus projetos ganharam reconhecimento internacional, com o primeiro lugar no concurso para o desenho do The Peak Club, em Hong Kong.

Em 1988, Hadid veio a fazer parte de um pequeno grupo de arquitetos do qual Philip Johnson dedicou a exposição: Desconstrutivismo.

Seus projetos avançados e diferentes, que anteriormente, não eram construídos devido à sua ousadia, vieram a cair no gosto popular, com projetos concluídos, em todo o mundo. Alguns foram resultado de concursos, e outras foram projetados por convite.

 

Imagem extraída de (www.zaha-hadid.com).

Logo em 1999, Zaha foi convidada a projetar o espaço dentro do Millenium Dome, batizado de Mind Zone. Em 2000, Zaha venceu outro concurso, agora para o Centro de Ciência em Wolfsburg, na Alemanha. O edifício, veio a ser a primeira construção do gênero no país. O prédio instigou a curiosidade das pessoas que o visitavam, por possuir um aspecto de mistério complexidade e estranheza. Ainda em 2000, ela obteve o primeiro prêmio na competição para o terminal marítimo de Salemo, Itália. No ano seguinte foi premiada pelo plano geral do Pólo de Ciência de Cingapura.

(Imagem extraída de www.zaha-hadid.com).

Em 2002, foi a vez da sede da BMW, em Leipzig, Alemanha, e do Centro de Arte, França. Seguidamente vieram muitos outros, quase que seguidamente com a estação de Estrasburgo na França em 2001 e a rampa de esqui em Innsbruck, Áustria em 2002.

(Imagem extraída de www.zaha-hadid.com).

As obras vieram a ser capas de diversas revistas espalhadas pelo mundo, o que deixou claro que Zaha Hadid tinha entrado em uma fase prática da sua arquitetura.

Em 2003 a arquiteta recebeu o prêmio Mies Van der Rohe como o melhor edifício da Europa, podendo ver uma de suas mais importantes obras a ser concluída: O Rosenthal Center for Contemporary Art, em Cincinati nos Estados Unidos, cujo concurso  tinha vencido alguns anos atrás em 1998. O Museu foi considerado o mais importante museu norte-americano desde o pós-guerra, o que fez Zaha receber elogios por parte de toda a imprensa e a ser procurada para diversos outros projetos.

(Imagem extraída de www.zaha-hadid.com).

Não demorou muito e logo foi premiada pela Ordem do Império Britânico pelos serviços prestados à arquitetura, e em 2004, veio a ser premiada com “Oscar” da arquitetura, o prêmio Pritzker, pelo conjunto da sua obra ajudando no olhar com mais atenção a história da presença das mulheres na arquitetura.

Podemos dizer que Zaha Hadid é uma arquiteta prática mais também teórica, onde por muito tempo ficou conhecida pelos muitos projetos que não conseguia tirar do papel, do que, pelos que realmente concretizou, como por exemplo o a construção do estádio das Olimpiadas de 2020 no Japão, onde o orçamento chegou em 2 bilhões de dólares.

Porém mesmo sabendo disso, ela defendia a importância de construir projetos teóricos “transcende a ideia de fazer estruturas interessantes para conseguir verdadeiras estratégias construídas.” A arquiteta colocava em seus projetos, alguns conceitos como o de deformação, de justaposição e estratificação, criando de certa maneira uma complexidade em seus projetos arquitetônicos, onde vários de seus projetos foram premiados, porém nem todos saíram do papel. Os que saíram e foram construídos são reconhecidos como marco e uma referência da arquitetura “desconstrutivista”.

(Imagem extraída de (www.zaha-hadid.com).

Os seguidores de seu trabalho, costumam engrandecer a articulação espacial e a maneira como seus trabalhos exalta as paisagens naturais, criando uma beleza dinâmica e uma mobilidade fluida. Por toda sua trajetória Zaha Hidid hoje em dia é tida como uma das melhores interpretes do mundo atual. Hoje em dia seu escritório já conta com mais de 900 projetos distribuídos por 44 países diferentes.

Imagem extraída de (www.zaha-hadid.com).

Muitos dos seus projetos arquitetônicos foram premiados, mas não saíram do papel. Porém, os que foram construídos são reconhecidos como marco e referência da arquitetura denominada “desconstrutivista”. Zaha Hadid faleceu em 2016 por problemas cardíacos, deixando um legado, uma história que será vista por séculos, muitas lições sobre suas construções ousadas e valiosas.

Para mais projetos feito pelo escritório Zaha Hadid Architectes acesse: www.zaha-hadid.com

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